Marília Campos - Deputada Estadual - 2.Taxa de desemprego média anual regiões metropolitanas (IBGE). FHC: 11,7%; Lula, 6,7% e Dilma, 4,8%


2.Taxa de desemprego média anual regiões metropolitanas (IBGE). FHC: 11,7%; Lula, 6,7% e Dilma, 4,8%

28/07/2015 | Brasil 1994/2014

Como pode ser visto na tabela, o desemprego nos governos do PT é menos da metade daquele do governo Fernando Henrique. O emprego é a mais importante política social, pois é com ele que o trabalhador(a) mantém a si e a sua família, nas despesas de alimentação, transporte, moradia, educação, previdência social, etc.

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Desemprego reduziu para menos da metade nos governos do PT

A Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. O IBGE mede o desemprego aberto, nestas seis regiões metropolitanas, onde são consideradas apenas as pessoas que procuraram emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa e não exerceram nenhum tipo de trabalho (remunerado ou não) nos últimos sete dias. 

Pelos dados da pesquisa do IBGE, a taxa de desemprego, no último ano do governo FHC, atingiu os dois dígitos de 11,7% em 2002, bem acima do percentual de 8,4% de 1995. No governo Lula, em 2010, a taxa de desemprego recuou para 6,7% e, no final do primeiro governo  Dilma, a taxa recuou de forma expressiva e fechou em 4,8%, 7% pontos percentuais abaixo do desemprego da era FHC.

Dez entre dez economistas neoliberais defendem que para a inflação convergir para a meta de 3% a 4% ao ano é preciso aumentar bastante o desemprego para algo próximo de 10% ao ano. Os economistas neoliberais estão tão assanhados que não escondem a diretriz central de combate à inflação: o aumento do desemprego. Veja o que disseram economistas liberais alinhados com o PSDB sobre o desemprego: “Sem aumentar a taxa de desemprego será difícil manter a inflação sob controle num prazo mais longo - a inflação vai se acelerar lentamente.” (José Marcio Camargo, Estadão, 24/03/2013) (...) “A saída é frear a economia. Demitir mesmo!” (Alexandre Schwartsman, O Globo, 25/03/2013).

É comovente a preocupação do mercado financeiro com a inflação e os impactos no poder de compra da população. Que preocupações humanistas os “especialistas” do mercado têm quando defendem baixar a inflação com mais desemprego? Na verdade, quando falam de controle da inflação, estes “especialistas” só pensam naquilo...mais juros! 

Mas é preciso reconhecer que as taxas de desemprego por uma outra metodologia criada pelo IBGE é em torno de 2% superior às taxas das regiões metropolitanas. A Pnad Contínua é mais abrangente pesquisa de emprego do IBGE. Enquanto a PME (Pesquisa Mensal de Emprego) investiga as seis principais regiões metropolitanas, a amostra da Pnad Contínua coleta dados em todo o país. A PNAD contínua apresentou em 2012, 2013, e 2014, respectivamente, os seguintes índices de desemprego: 7,4%, 7,1% e 6,8%. Não temos como comparar a série história da PNAD contínua retroativa ao governo FHC, mas, com certeza, as taxas nacionais seriam também mais elevadas do que aquelas das regiões metropolitanas.

O desemprego, devido a forte desaceleração da economia, está apresentando uma alta expressiva em 2015, sendo este um dos indicadores que tem contribuído para a queda da popularidade da presidenta Dilma nos primeiros meses depois de sua reeleição.  

Autoria: A série “Brasil 1994/2014” é de autoria de José Prata Araújo, economista mineiro. Veja outros posts da série no site www.mariliacampos.com.br, seção “Brasil 1994/2014”. 
 
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